dicas e sugestões
Confira dicas e sugestões de segurança
CAPACIDADE EXTINTORA
CAPACIDADE EXTINTORA
 
Capacidade extintora é uma das formas de medir o  poder de extinção de fogo de um extintor. É obtida por meio de um ensaio normalizado, de acordo as normas ABNT NBR 15808 (extintores de incêndio portáteis) e ABNT NBR 15809 (extintores de incêndio sobre rodas). São realizados ensaios de fogo em engradados de madeira para classe de fogo A, ensaios de fogo em líquido inflamável para classe de fogo B e ensaios de condutividade elétrica classe de fogo C.
 
O grau de capacidade extintora é facilmente localizada nos rótulos dos extintores de incêndio.
 
Um extintor com capacidade extintora de classe 2-A:10-B:C, por exemplo, corresponde a um extintor capaz de combater incêndios de classes A, B e C.
 
No caso dos fogos de classe C, não existe um numero indicativo de capacidade, mas o importante é saber se o extintor utilizado é indicado para proteção de equipamentos elétricos energizados.
 
É importante, também, não confundir capacidade extintora com carga nominal ou capacidade de carga do extintor (como 4, 6 ou 12 kg, ou em litros, por exemplo), muito menos com uma unidade extintora. Existem diferenças fundamentais entre estes conceitos.
 
A capacidade extintora depende do projeto do extintor, onde é determinada sua da eficiência. Isso deve estar descrito no rótulo junto com a capacidade nominal de carga.
 
Classes de Incêndio e os Agentes Extintores

Classe A - Incêndios em materiais sólidos combustíveis, que queimam em profundidade e extensão, deixando resíduos: papel, tecido, algodão, madeira, borracha, entre outros. Agente Extintor recomendado: Água ou Agentes Limpos - FM200, Novec, FE-36, entre outros.

Classe B - Incêndios em materiais líquidos inflamáveis, que normalmente não deixam resíduos: óleo, gasolina, querosene, graxas, tintas, alcoóis, em geral. Agente Extintor recomendado: Pó para extinção de incêndio tipo "BC", à base de Bicarbonato de Sódio ou de Potássio, ou Pó "ABC", à base de Fosfato Monoamônico e Sulfato de Amônia. Pode-se utilizar também o Agente Gás Carbônico, a Espuma Mecânica, ou os Agentes Limpos.

Classe C - Incêndios em equipamentos elétricos energizados: máquinas elétricas, quadros de força, transformadores, computadores, ou qualquer material/equipamento que utilize energia elétrica. Agente Extintor recomendado: Agentes Limpos, Gás Carbônico (CO2) e Pós para extinção de incêndio tipo "BC" ou "ABC".

Classe D - Incêndios em materiais pirofóricos, que inflamam facilmente, quando fundidos, divididos ou em forma de lâminas: potássio, magnésio, titânio, lítio, sódio, entre outros. Agente Extintor recomendado: Pó para extinção de incêndio Classe "D", à base de sal de Cloreto de Sódio.

Classe K - Incêndios em cozinhas industriais ou comerciais, que envolvem produtos e meios de cozinhar, como: gorduras, banha e óleos de cozinha. Agente Extintor recomendado: Agente K - Solução saponificante (solução aquosa de sais orgânicos).

Importante: A eficácia dos Agentes Extintores está na sua correta aplicação durante o combate ao incêndio, seja com equipamentos portáteis (extintores), ou com Sistemas Fixos de Extinção. Além disto, não se esqueça das inspeções e manutenções preventivas, periódicas, que cada equipamento precisa, e de reciclar os treinamentos.

COMO AGIR DURANTE UM INCÊNDIO - Orientações Básicas

As informações abaixo são orientações básicas que podem salvar a vida de pessoas que estão envolvidas numa situação de incêndio:

Mas, lembre-se sempre!!

Em caso de incêndio, a primeira providência é ligar para o Corpo de Bombeiros, no telefone 193.

Depois, siga as seguintes recomendações:

1ª DICA!

NÃO FIQUE DE BOBEIRA:

Se um incêndio começar num local que você estiver, saia o quanto antes. Muita gente fica presa e até morre porque não acredita que um pequeno foco pode se alastrar com rapidez. Se você está num prédio vá pelas escadas. Feche as portas que atravessar para retardar a propagação das labaredas.

E nunca use o elevador!

Prédios e locais comerciais possuem uma Rota de Fuga (placas com sinalização de SAÍDA). Siga as placas!

 

Importante: seja rápido, mas evite correr desordenadamente. Mantenha a calma, o foco e, se puder e souber, ajude as pessoas com dificuldade.

E a não ser que você tenha um treinamento de bombeiro ou brigadista para emergências, evite atos que possam colocar você ou outras pessoas em maior perigo.

Seja útil, mas não tente se tornar um herói!

 

2ª DICA!

UM TOQUE DE PRECAUÇÃO:

Durante a fuga de um local em chamas, antes de abrir qualquer porta, coloque a mão nela para sentir a temperatura. Se ela estiver quente, NÃO ABRA!

Se estiver fria, abra bem devagar, mantendo seu corpo protegido atrás da porta (e não diante da passagem).

Se você sentir calor ou pressão vindo do outro cômodo, feche a porta e procure outra rota de fuga (observe se há placas de sinalização indicando possíveis saídas).

 

3ª DICA!

ONDE HÁ FUMAÇA…

Caso fique preso em um lugar com muita fumaça, respire pelo nariz, com fungadas rápidas. Se puder, molhe um pedaço de tecido (como uma camisa) e use-o como uma máscara, protegendo nariz e boca. Além disso, fique abaixado e rasteje para procurar uma saída, pois o ar é mais limpo junto ao chão.

Os perigos de inalar fumaça de incêndio variam desde queimaduras nas vias aéreas e o desenvolvimento de doenças respiratórias.

Dependendo da quantidade de fumaça inalada pode haver uma intoxicação respiratória, com morte entre 2 e 5 minutos.

 

4ª dica!

SEM SAÍDA

Se não der para sair, fique atrás de alguma porta, que pode servir como uma couraça. Você também pode procurar um local próximo de uma janela, onde o socorro pode chegar. Se possível, abra a janela na parte de cima, para o calor e a fumaça saírem, e na parte de baixo, por onde você conseguirá respirar.

 

5ª DICA

EM BUSCA DE SINAIS

Prédios comerciais são obrigados a sinalizar as saídas de emergência. Procure pelas lâmpadas de emergência – abaixo delas pode haver uma porta corta-fogo. Edifícios têm várias opções de salvamento, como hidrantes e chuveiros automáticos, então não se desespere e jamais pule pela janela.

 

6ª DICA

SIGA O MESTRE

Prédios residenciais e comerciais precisam ter uma brigada de incêndio: um grupo de moradores ou funcionários treinados para combater incêndios, evacuar ambientes e realizar primeiros socorros. Vários edifícios também contratam bombeiros civis, com treinamento semelhante ao do bombeiro militar. Siga a orientação dessas pessoas.

 

7ª DICA!

COMO USAR UM EXTINTOR

• Os extintores ficam em locais sinalizados, no piso ou a 1,6 m do chão. O suporte de parede é um gancho simples: para tirar o extintor, levante-o e puxe para a frente.

• Mantenha o extintor sempre na posição vertical e confira a compatibilidade dele com o tipo de fogo. Gire a trava para romper o lacre de plástico.

• Depois, puxe esse pino para destravar a alavanca. Aponte a mangueira para o fogo e aperte o gatilho.

• Se o incêndio for em material sólido, como madeira ou tecido, mire o jato na base do fogo. Em líquidos inflamáveis ou equipamento elétrico, use o jato para envolver as chamas.

TIPOS DE EXTINTOR

A) Conteúdo: Água pressurizada
Este extintor é indicado para incêndios em materiais sólidos, como madeira ou papel, que queimam na superfície e no interior. A água extingue o fogo por resfriamento e abafamento

B) Conteúdo: Pó químico seco
Usado em líquidos inflamáveis (como gasolina), que queimam só na superfície. Ou em materiais sólidos e equipamentos com energia elétrica

C) Conteúdo: Gás carbônico (CO2)
Para apagar fogo em equipamentos energizados. Também pode ser usado em fogo das classes A e B, mas sem grande eficácia, pois o gás se dispersa rapidamente

ABC) Conteúdo: Pó químico seco
O mais moderno do mercado, indicado para todas as classes de incêndio (A, B ou C), exceto em produtos químicos. É o modelo presente nos carros fabricados a partir de 2010

D) Conteúdo: Pó químico
Utilizado em químicos inflamáveis, como alumínio em pó e magnésio. Nesses casos, água ou CO2 causariam reações violentas nas chamas.

 

FONTES:

Revista Superinteressante

Escola Superior de Bombeiros de São Paulo e Corpo de Bombeiros de São Paulo e do Distrito Federal; sites Pierce, E-One, Magirus, Iturri, Iveco e Holmatro

CONSULTORIA Capitão Diógenes Martins Munhoz, tenente Diego Assunção Verde, sargento Hélio Pires Braz Filho, Marco Mello, diretor da Iveco para veículos de combate a incêndio, e Cassio Rockenbach, gerente comercial da Mitren

 

 

Extintor Veicular - Um mal necessário?

Por ser obrigatório, o extintor veicular é motivo de muitas criticas entre os proprietários de veículos. Mas, se existe a Lei, melhor cumpri-la. Não se descuide da inspeção e manutenção preventiva do extintor do seu veiculo.

Principais cuidados:

1) Verifique se o ponteiro do manômetro (indicador de pressão) está na faixa "Verde" (na faixa "Vermelha" indica que o extintor está despressurizado);

2) Verifique se o lacre está intacto;

3) Observe se a data limite de garantia está dentro do prazo. E lembre-se: caso o extintor esteja faltando ou irregular, o seu motorista pode ser multado.

Extintor Veicular: Quem ganha?

As empresas fabricantes; As empresas de manutenção; A segurança do condutor e dos passageiros (se eles souberam utilizar o extintor); O patrimônio (em boas condições ele realmente pode apagar um principio de incêndio e salvar seu veículo).

Inspeção e Manutenção Preventiva

Ao adquirir um equipamento de combate a incêndio, não se esqueça das inspeções periódicas e das manutenções preventivas.

Consulte o fabricante e peça orientação, e leia o manual que acompanha o equipamento.

Manutenção em dia e uma inspeção frequente reduzem a probabilidade de falhas durante uma eventual utilização.

NR 23 - Comentada

NR 23 - Proteção Contra Incêndios

Publicação D.O.U.

Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78

Atualizações/Alterações D.O.U.

Portaria SNT n.º 06, de 29 de outubro de 1991 31/10/91

Portaria SNT n.º 02, de 21 de janeiro de 1992 22/01/92

Portaria SIT n.º 24, de 09 de outubro de 2001 01/11/01

Portaria SIT n.º 221, de 06 de maio de 2011 10/05/11

(Redação dada pela Portaria SIT n.º 221, de 06 de maio de 2011)

 

 

23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.

 

Comentário: o Empregador, ou seu responsável, deve conhecer a legislação para determinar a prevenção e a proteção correta para cada tipo de risco. A legislação é composta por:

  • Leis Estaduais e Municipais;
  • Decretos;
  • Portarias do INMETRO;
  • Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros;
  • Normas da ABNT.

 

23.1.1 O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:

 

a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;

 

Comentário: O Empregador, ou seu responsável, deve ministrar treinamentos periódicos. Após cada treinamento, peça aos funcionários para assinar uma “Ficha de Presença” e forneça um “Certificado de Conclusão do Treinamento”. Atenção para a Reciclagem!

 

b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;

 

Comentário: Atenção com relação a “Rota de Fuga”, “Sinalização de Equipamentos”, e “Sinalização de Emergência”. Os funcionários devem ser treinados e orientados para deixar seu posto de trabalho durante uma emergência. Os visitantes também devem receber orientações de evacuação de emergência.

 

c) dispositivos de alarme existentes.

 

Comentário: O funcionamento dos dispositivos de alarme deve ser conhecido pelos funcionários. Atenção para a inspeção e manutenção preventiva periódica. Numa emergência, os recursos de segurança disponíveis devem estar aptos para funcionarem.

 

23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência.

 

23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

 

23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho.

 

23.5 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

 

Comentário: Atenção para a “Rota de Fuga” e “Saídas de Emergência”. Elas são importantíssima para orientar as pessoas em casos de evacuação local. Lembre-se que, se o público “flutuante” em sua empresa for alto, o projeto de sinalização e saídas de emergência deve contemplar a situação.

 

Responsável pela cópia e comentários: Mauro Sales – Fire Combat BH

XX FISP

Vem ai a XX Feira Internacional de Segurança e Proteção.

Data:

08 a 10 de outubro de 2014

Local:

Centro de Exposição Imigrantes

Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo/SP - Brasil

Melhores informações acesse: www.fispvirtual.com.br